O texto abaixo foi usado no meu discurso de paraninfo nos formandos da turma de 2010, na formatura de ontem dia 1 de dezembro.
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Marcas que perduram
As tardes antes tediosas ganhavam um brilho esmeralda intenso. Era claro como o tempo parecia correr ao contrário quando eu estava fora de lá. Como aquele novo espaço me fizera bem. A cada dia mais conhecia os novos colegas e adicionava novas características as minhas percepções deles. Com a proximidade que ocorria, era inevitável que as expressões carinhosas ganhassem forma em apelidos sugestivos. Qualquer coisa poderia virar um novo apelido e meus principais colegas ganharam os seus devido a diversos fatos.
terça-feira, 22 de novembro de 2011 — 04:31
Não é o que você acredita que faz de você uma boa pessoa e sim aquilo que você faz de bem para o mundo. É só a ética que define um caráter. Em vez de pedir e agradecer, mude o mundo a sua volta, precisamos de pessoas que façam algo, não que torçam para que as coisas mudem sozinhas.
É o meu desabafo por esse mundo incoerente em que vivemos.
Enviado em:
22 de novembro de 2011
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Recordações de um tempo imemoriável
A música toca e os ruídos da multidão me acordam. Olho e vejo os chapéis ao céu sacudindo. Eu estou atrasado e também jogo o meu para cima com força, mas erro o alvo e ele vai para a frente em direção ao palco. Pouco importa, pois enfim acabou. Olho para os lados, e ouço mais gritos e recebo abraços de todos os lados. Entre uma foto e outra, percebo que os gritos também são capazes de sair da minha garganta. Assim termina o ritual de entrada na vida adulta pelo qual passei junto com esses estranhos. Pouco parece que foram longos sete anos. Pouco importa que muitos desaparecerão ao longo da vida. Esse é o momento que esperei por toda a adolescência. E quase não aproveitei, tão ansioso e vislumbrado estava.
A pouco, lembrava da entrada pelo saguão ao ouvir meu nome. A pouco lembrava da declamação de uma música. A pouco estava em casa me arrumando. A pouco estava em um novo espaço, desconfortado com a quantidade de pessoas novas. A pouco entrava na sala atrasado e via desconhecidos. A pouco isso parecia que nunca tinha acontecido e muito menos terminado.
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